Um pôr -do-sol olhando de minha varanda!

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Alegria dos outros


A alegria dos outros

Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier
e indagou-lhe:
/Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia
espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação./
/Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. O que me falta,
meu amigo?/
/Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa
muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina
Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa./
/O// que me falta, Chico?/
O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe
respondeu:
/Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a “alegria dos
outros”! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais. É
necessário repartir, distribuir para o próximo.../
/A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que
proporciona a alegria de volta àquele que a distribui./
/É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: a “alegria dos
outros”./
* * *
Será que já paramos para refletir que todas as grandes almas, que
transitam pela Terra, estiveram intimamente ligadas com algum tipo de
/doação/?
Será que já percebemos que a caridade esteve presente na vida de
todos esses expoentes, missionários que habitaram o planeta?
Sim, todos os Espíritos elevados trazem como objetivo a /alegria dos
outros/.
Não se refere o termo, obviamente, à alegria passageira do mundo,
que se confunde com euforia, com a satisfação de prazeres
imediatos.
Não, essa /alegria dos outros,/mencionada por Emmanuel, é gerada
por aqueles que se doam ao próximo, é criada quando o outro percebe
que nos importamos com ele.
É quando o coração sorri, de gratidão, sentindo-se amparado por
uma força maior, que conta com as mãos carinhosas de todos os
homens e mulheres de bem.
Possivelmente, em algum momento, já percebemos como nos faz bem essa
/alegria dos outros/, quando, de alguma forma conseguimos lhes ser
úteis, nas pequenas e grandes questões da vida.
Esse júbilo alheio nos preenche o coração de uma forma
indescritível. Não conseguimos narrar, não conseguimos colocar em
palavras o que se passa em nossa alma, quando nos invade uma certa
paz de consciência por termos feito o bem, de alguma maneira.
É a Lei maior de amor, a Lei soberana do Universo, que da varanda de
nossa consciência exala seu perfume inigualável de felicidade.
Toda vez que levamos alegria aos outros a consciência nos abraça,
feliz e exuberante, segredando, ao pé de ouvido: / É este o
caminho... Continue.../
* * *
Sejamos nós os que carreguemos sempre o amor nas mãos,
distribuindo-o pelo caminho como quem semeia as árvores que nos
farão sombra nos dias difíceis e escaldantes.
Sejamos os que carreguemos o amor nos olhos, desejando o bem a todos
que passam por nós, purificando a atmosfera tão pesada dos dias de
violência atuais.
E lembremos: a alegria dos outros construirá a nossa felicidade.

/Redação do Momento Espírita, com base em relato sobre episódio
da vida de Francisco Cândido Xavier, de autor desconhecido, e que
circula pela Internet./
/Disponível no cd Momento Espírita, v. 20, ed. Fep./
/Em 20.10.2011./

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